Rafael Sica – Ordinarismos
7 de maio de 2014

Essa semana, no blog, voltamos aos quadrinhos, com Rafael Sica.
Já no Rio de Janeiro, o calendário de eventos no mês de maio continua com leituras e debates:

08/05 (quinta), 18h – CORPO, POLÍTICA E CANÇÃO
Performance seguida de comunicação sobre voz, som e poesia – por Lucas Matos.
Oferecido pela Escola de Letras da UNIRIO – grupo de pesquisas CNPq Literatura e Linguagens: fronteira, espaço, performance, memória.
Local: Av. Pasteur 436 – fundos – CLA – sala 504 – Urca.

13/05 (terça), 19h30 – EDIÇÃO DE POESIA HOJE: MODOS DE FAZER E DESFAZER
Mesa de debate com a presença de Aníbal Cristobo (Kriller71 Ediciones), Italo Moriconi (Ciranda da Poesia/EdUERJ) e Marília Garcia (Revista Modo de Usar & Co)
Mediadores: Lucas Matos e Marcio Junqueira (ambos editores da Revista-Disco e blog Bliss Não Tem Bis).
Local: Casa de Leitura Dirce Côrtes Riedel. Rua das Palmeiras, 82 – Botafogo.

15/05 (quinta), 19h30 – LEITURAS DE POESIA/PERFORMANCES POÉTICAS
Apresentações dos poetas: Aníbal Cristobo, Clarissa Freitas, Lucas Matos, Marcio Junqueira, Marília Garcia e Thiago Gallego.
Local: Casa de Leitura Dirce Côrtes Riedel. Rua das Palmeiras, 82 – Botafogo.

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Ordinário

É evidente no trabalho do quadrinista Rafael Sica, um desconforto com a vida na grande cidade. No livro publicado em 2010 pelo selo Quadrinhos na Cia. da Companhia das Letras, o quadrinista pelotense (como as já aqui publicadas Angélica Freitas e Fabiana Faleiros) o espaço urbano é constantemente retratado como lugar de melancolia, solidão e desencaixe. Não parece possível, no entanto, fugir por completo a essa condição – nem mesmo pela idealização de uma condição natural ou intocada. Em geral, suas personagens não encontram o que fazer senão sentar e fumar um cigarro.
Nesse sentido, cabe às tirinhas mais que reclamar ou propor outra condição de vida, testemunhar e especular onde se posiciona o sujeito no meio dessas ruas imundas. O próprio traço de Sica dá pistas da forma como esses retratos serão feitos: embora não naturalistas, os desenhos são extremamente detalhados. Da mesma forma são trabalhadas as personagens na cidade. A solidão ou o desespero, por exemplo, podem se repetir como tema em diversos quadrinhos com tratamentos diametralmente opostos: do realismo dramático ao fantástico cômico.
Traçamos aqui, uma seleção de tirinhas publicadas pela Cia. das Letras (Ordinário) que, sem vistas a dar conta da diversidade temática do autor, aponta justamente para o caráter sufocante das cidades na obra de Sica, um mundo de signos ou facadas que se acumula ao andar nas ruas  – num país em que o “sufocamento” cada vez mais é corroborado como projeto de Estado.
Para mais trabalhos do autor, recomendamos o blog em que posta tirinhas (sem periodicidade definida) e a consulta a outras publicações como o Tobogã, que faz parte da coletânea de quadrinhos 1000.
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Capa do livro.
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Quadrinhos, Rafael Sica