Revista-Disco “Bliss Não Tem Bis”. Lançamento 29/11 às 18h30m. Making Of. Lado A: “Não existe silêncio”.
26 de novembro de 2013

Hoje completam exatamente quatro anos desde que lançamos a revista de número único “Bliss”, publicada pela 7letras. Foi em 26/11/2009, que fizemos o lançamento aqui no Rio, no Espaço Rio Carioca, em Laranjeiras. Sexta-Feira, dia 29/11, lançamos a revista-disco “Bliss Não Tem Bis” no Centro Cultural COART da Uerj, no Maracanã.
Trata-se de um cd duplo, com Lado A/Lado B, com poemas, entrevista, crítica, todo o material de uma revista de poesia, trabalhado sonoramente.
Contracapa CD. Programação Visual por Marília Garcia.
Sobre o “Making of”, encarte extra contendo os e-mails trocados no processo de elaboração da revista de 2009, foi      Aníbal Cristobo quem disse: “creo que la iniciativa de abrir este tipo de informaciones es muy importante para poder ir creando com el tiempo, um conjunto de experiencias y conocimientos disponibles para tod@s aquell@s que deseen abordar el mundo editorial. Documentar esos procesos y ponerlos al alcance de l@s lector@s también es um gesto de democratización”. Por isso, hoje e semana que vem, vamos dedicar nossa postagem a um Making Of da Revista-Disco “Bliss Não Tem Bis”.

Postamos aqui dois poemas gravados conosco, nos estúdios do CTE/UERJ (com apoio da Coart), por Antonio Cicero, e que acabaram ficando de fora do corte final, e também uma espécie de single “Revista-Disco Diz”, com uma faixa anunciando o material, e uma com um “Making Of” sonoro com trechos de intervalos das gravações, erros, etc. Além de fotos do primeiro dia de gravação, imagens de postais enviados pelos colaboradores queridos e uma pequena narrativa condensada do processo na visão de Lucas Matos.
Gostaríamos de agradecer profundamente todos os colaboradores envolvidos, que foram sempre gentis, e que estabeleceram ou consolidaram uma relação conosco pautada pelo trato democrático, pela alegria, e por alguma delicadeza.
A Revista-Disco será lançada no Centro Cultural da UERJ (COART – em cima do restaurante universitário) no dia 29/11 a partir das 18h30m. O lançamento contará com apresentações dos editores Clarissa Freitas, Lucas Matos, Marcio Junqueira & Thiago Gallego, e também dos colaboradores Antonio Cicero, Daniel Massa, Rodrigo Arrudae o projeto em parceria Diahum (Dimitri BR + Alexandre Hofty). Ela será vendida a 20 reais. (Lembramos que somos nós, editores, que estaremos efetuando a venda e não dispomos de máquina para pagamento com cartão). A partir da primeira segunda-feira de dezembro, a revista-disco também se encontrará disponível na livraria Berinjela, no centro do Rio de Janeiro – Avenida Rio Branco, 185 (nosso agradecimento a Daniel Chomsky que tornou isso possível). Serão programados lançamentos em outras cidades, como Pelotas, São Paulo, e cidades da Bahia ao longo do final deste ano e do ano que vem. Também aceitaremos, a partir de dezembro, encomendas (sujeitas a cobrança de valor de frete) pelo endereço eletrônico: blissnaotembis@gmail.com
Agora, nos encontramos com os sons da festa.
***
Dois poemas de Antonio Cicero

Palavras Aladas (Publicado originalmente na Revista “Bliss”, 7letras, 2009, depois incluído em “Porventura”, Record, 2012).
Os juramentos que nos juramos
entrelaçados naquela cama
seriam traídos, se lembrados
hoje. Eram palavras aladas
e faladas não para ficar,
mas, encantadas, voar. Faziam
parte das carícias que por lá
sopramos: brisas afrodisíacas
ao pé do ouvido, jamais contratos.
Esqueçamo-las, pois, dentre os atos
da língua, houve outros mais convincentes
e ardentes sobre os lençóis. Que esses,
em futuras noites, em vislumbres
de lembranças, sempre nos deslumbrem.


Na praia (Publicado originalmente em “Porventura”, Record, 2012).

Na praia – parece que foi ontem –

ficávamos dentro d’água eu,
Roberto, Ibinho, Roberto Fontes
e Vinícius, a água era um céu,
e voávamos nas ondas trans-
parentes, deslizantes, do azul
mais profundo do fundo ciã
do oceano Atlântico do sul.
Mas era outro século: Roberto
morreu, morreu Vinícius, Roberto
Fontes nunca mais vi, e Ibinho
casou e mudou. Já não procuro
o azul. Os mares em que mergulho
são os homéricos, cor de vinho.

*

“Revista-Disco Diz” (2013).





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Desenhos de Marcio Junqueira para a Revista-Disco (2013).

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Cenas entrecortadas, fotos, postais.
De: Lucas Matos
Para: Clarissa Freitas, Marcio Junqueira, Thiago Gallego
Enviada: terça-feira, 26 de novembro de 2013, 05:44:27.
Assunto: roteiro subjetivo para a produção de uma revista-disco.
Amigos,
isso não é um e-mail, é uma trapaça. estava até 20 segundos atrás, mergulhado numa pasta dentro da minha caixa de emails. e havia lá todas as correspondências eletrônicas que troquei sobre poesia – ou que mantêm uma sutil relação com o tema – ao longo de 2013. tentava eu, naquele emaranhado de trocas às vezes rápidas, às vezes longas, achar um fio narrativo, algo que pudesse funcionar como o making of que fizemos para a “Bliss”, lá em 2009.
mas, mais que a dispersão incrível a que tendem tantos, tantos textos, eu fui atingido por duas ideias: primeiro, que comecei a me sentir num poema do arnaldo que diz que existem muitas e muito poucas palavras simultaneamente. quer dizer, de repente todos aqueles e-mails pareciam tão pouco, porque não havia nenhum mencionando a sensação de “ok, agora eu estou enlouquecendo, nada faz sentido” quando fomos de uma masterização projetada para custar 4 mil para uma que ficou a 1 décimo disso, e cuja forma me agradou imensamente mais e me ensinou a ouvir discos de um modo diferente.
segundo, que volta e meia, eu me pegava pensando: putz, cá estou eu, me repetindo. não que ache que não valha a pena contar a história da feitura, não que eu ache que os emails não conseguiriam fazê-lo, mas repetindo de dois modos: 1- para mim, ir pro estúdio e gravar a faixa “Making of” já tinha funcionado como fazer um making of; 2- apostar somente nos emails parecia se adequar bastante para a Bliss e a história que ela teve (a única coisa que sentia falta ali era que não houvesse nada que apresentasse um trecho de nossos encontros no Bar Varnhagen e que marcaram de modo definitivo aquele percurso), mas que para essa Revista-Disco, me parecia uma estratégia pela metade, ou que só conseguia contar uma parte da história.
então, decidi fazer esse email/trapaça para tentar dar conta do que os emails não mencionam, e sugerir que deixemos o making of com emails para semana que vem e fiquemos duas semanas postando sobre o projeto. aqui o que vai é um apanhado de cenas. a memória, uma ilha de edição.
cena 1.
lucas está em feira santana. viajou para bahia para visitar o amigo marcio. em algum momento, por pedido de lucas, que está começando a pensar “modos de dizer, de trabalhar sonoramente” um poema seu, eles usam uma máquina fotográfica para fazer um vídeo curto para o youtube, inspirado nos vídeos filmados pela marília garcia. marcio filma lucas, depois lucas filma marcio. marcio bebe achocolatado de caixinha entre um trecho e outro de seu autorretrato.
cena 2.
ao chegar no rio, percebo que o vídeo não serve nem para o youtube, que se ouve o barulho do foco automático da câmera. e decido esquecer momentaneamente a ideia. mas não apago o vídeo do computador.
cena 3.
corro no aterro com o ipod da irmã mais velha emprestado. na altura do monumento aos pracinhas, ouço nada mais nada menos que minha voz fluindo pelos fones. de algum modo, o áudio do vídeo feito na bahia foi parar na playlist do ipod. não paro de correr. não me sinto completamente insatisfeito com o resultado.
cena 4.
passagem temporal. novembro, 2012. acontece o primeiro encontro “bliss não tem bis”.
cena 5.
bar na lapa. lucas e clarissa se encontram. ele vai para thais gulin e depois calcanhotto no circo voador. ela para ana carolina, maria gadú, lenine, na fundição. em tom de confissão: “já sei meu próximo projeto. eu quero fazer um cd. mas eu não tenho a menor ideia de como fazer isso”. clarissa apoia.
cena 6.
em flashes consecutivos: reuniões (coart/cte/uerj), estúdio de web radio, mesa de som com mais de vinte anos de idade.
Estúdio CTE. Foto por Tatiana Gonçalves (14/03/2013).
cena 7.
domenico lancellotti no estúdio. dia da primeira gravação: 14/03. alguém no facebook diz algo sobre ser o dia nacional, ou regional, ou municipal da poesia. oh que coincidência. trilha sonora de mistério: na saída da gravação, domenico diz: “vocês vão fazer uma master depois? achei a voz um pouco abafada”. lucas, cara de mamão. “sim, claro”. dias depois, ele conclui que master deve ser “masterização”.
Domenico Lancellotti gravando seu poema no estúdio do CTE/UERJ. Foto por Tatiana Gonçalves (14/03/2013).
cena 8.
em flashes consecutivos: reuniões e gravações diversas, marília garcia & leonardo gandolfi, antonio cicero (tentando se despedir da técnica do estúdio, que não nota nada e continua de costas para ele), sms’s de marília entre um email e outro, pelo telefone, a empresária diz que paulinho da viola (que eu queria convencer a ou colaborar com uma canção, ou musicar um poema de bandeira) no momento não pode, thiago gallego, giselle maria, laura worna, aníbal cristobo, e-mails, dropbox, etc.
cena 9.
em meio a manifestações, o segundo encontro “bliss não tem bis” acontece. numa noite, manifestação terminada, num bar da lapa, onde se encontram angélica freitas, lucas matos, thiago gallego, gás lacrimogêneo. muita polícia. no dia seguinte, angélica grava a sua faixa. após a primeira gravação, a técnica do estúdio gabrielli pergunta se a leitura não poderia ser mais para cima. não pode.
cena 10.
passagem de tempo. clarissa em minha casa para café da manhã. quase todas as faixas prontas. perdido em meio a tanto som, me dou conta de que gravei coisas demais. temos mais tempo do que cabe num cd de áudio, e ainda falta uma coisa ou outra. decidimos ver onde cortar, o que cortar. conseguimos tirar 2 faixas que não somam nem 2 minutos e meio. conversamos sobre finalização, masterizar. ela concorda que é importante garantir uma legibilidade do material, não ter diferença de volume entre faixas, não ficar pouco audível, coisas assim.
cena 11.
a primeira guerra mundial.
cena 12.
na casa de thiago gallego, ele e lucas matos. discutem uma divisão esquemática “Lado A/Lado B”, que sirva, pelo menos, como forma de organizar o material mesmo que não existam dois lados fisicamente. partem de critérios difíceis de explicar, lucas diz palavras pouco precisas como expansão/contração, batimentos cardíacos. ainda assim, eles chegam a um resultado de que parecem gostar. lucas pensa em cds duplos.
cena 13.
reunião entre lucas, clarissa freitas e valeska. um café apertado perto do largo do machado. (o oi futuro não funciona às segundas). (obs: por algum motivo, que não recordo, valeska e clarissa comentam a decoração das paredes do lugar). valeska diz que nunca fez um encarte. dúvidas diversas acerca da quantidade de páginas. dois encartes, um para cada lado, chegam a cogitar.
cena 14.
aniversário do cep 20.000. dimitri br declara que está com a entrevista pronta, que me mandou já, vai cantar em público pela primeira vez uma canção feita para responder a uma de nossas perguntas. abraço dimitri aliviado. todas as faixas prontas e gravadas.
cena 15.
a segunda guerra mundial.
cena 16.
um lugar escuro. uma vela se acende. uma mosca em torno da vela. silêncio. ansiedade.
cena 17.
os correios. envelopes com documentos de liberação de direitos. flashback: “isso não é nem um pouco comum no meio de poesia e de revistas de poesia”. rubricas, assinaturas, canetas. postais junto com os envelopes.
Postal enviado por Luca Argel, junto com os documentos de liberação de direitos autorais.

Postal enviado por Marília Garcia e Leonardo Gandolfi, junto com os documentos de liberação de direitos.

Foto/Postal enviado por Laura Wrona, junto com os documentos de liberação de direitos.
cena 18.
sinal verde para masterização. marca-se uma data para o lançamento: 29/11/2013. 4 anos e 3 dias depois da “Bliss”. problemas de trânsito. o técnico do estúdio contatado para fazer a master está viajando. (pequeno clipe do recife, e anúncios turísticos). em email diz que não tem como garantir o prazo pedido (de fato, apertado), mas que talvez ajude se o material for entregue no estúdio, em são conrado, antes do retorno dele. aproveita e diz que vai precisar dos isrcs de cada faixa. vai precisar também de um label, etc. corta para 
lucas chocado com o conteúdo do verbete “isrc” do wikipedia.
LIGAÇÃO TELEFÔNICA
lucas: oi, dimitri?
dimitri: fala, lucas!
lucas: então, é o seguinte, o cara do estúdio com quem tinham visto de fazermos a masterização está viajando, e não garante fazer o trabalho a tempo de copiarmos e lançarmos no dia 29/11. além do mais, não sei, não estou curtindo o clima. você tem como indicar algum outro lugar em que eu possa tentar masterizar? a gente conseguiu juntar um dinheiro e tal.
dimitri: ah, quanto?
lucas: 4 mil.
dimitri: quantas faixas?
lucas: 26.
dimitri: é, não tá caro. faz o seguinte, liga pro estúdio hannoi, e pede para falar com o perazzo. mas conta uma história triste. diz que é poeta, que a maioria das faixas é só voz, e pergunta por quanto ele faz.
LIGAÇÃO TELEFÔNICA II
(…)
perazzo: o estúdio cobra por hora.
lucas: quanto?
perazzo: 60 reais. são quantas faixas?
lucas: 26.
perazzo: passa aqui amanhã, que, em 3 horas, a gente resolve isso.
lucas: oi?
cena 18.
a cena é toda o perazzo. perazzo muito acelerado. o estúdio já fez muito trabalho de poesia por causa do sócio. perazzo explicando o que se pode fazer no estúdio, ouvindo as imperfeições de gravação e dizendo: “então, pronto. isso é conceitual”. perazzo mostrando uma máquina importada que custa 7 mil, e dizendo que só para ligar demora 20 minutos. perazzo concordando que a voz de domenico está velada, e depois de masterizar, falando: “é, deu um brilho”. perazzo dizendo que é isso mesmo, o pessoal de poesia é muito doido. 
cena 19.
terminada a primeira sessão de estúdio para masterizar o material, estou eu e cerveja sozinhos num bar em botafogo. às vezes rio sozinho, às vezes acho que estou enlouquecendo, penso nas dificuldades para juntar a grana, e no que fazer agora com ela. penso no lançamento. rio sozinho. corta para
no dia seguinte, em casa, ouço o “Lado A”, masterizado. presto muita atenção em coisas que nunca reparei. ouço outros cds com a mesma atenção. anoto impurezas para perguntar o que podemos melhorar quando voltar no estúdio.
cena 20.
os encartes chegam em casa. prontos. grito de gol.
cena 21.
um laço se desfaz. alguém no porto acena para o navio longe. corta para
o calendário mostra a data: 14/11/2013. o dia limite que tínhamos nos colocado para fazer as cópias. ligo para a empresa três vezes até conseguir falar com a paula, ela me manda um orçamento por email. vou no mesmo dia com o material da master para encontrá-la. quando chego na lapa, onde a empresa funciona, tem um senhor mais velho conversando com paula. penso que deve ser seresteiro. ele explica com detalhes o seu projeto, “the chico buarque experience”. serão duas parcelas de muito dinheiro, ele vai pagar no crédito. eu estou roendo as unhas. a parte do encarte, ele diz para paula, ainda não está exatamente pronta. isso aqui vai pra lá, e isso aqui vai pra cá. ele pergunta: você sabe o que vou dizer se algum de vocês fizer uma cópia pirata do meu cd? paula, muito profissional: ah, não, claro que isso não vai acontecer, a gente não pode fazer isso. como é uma copiadora, de vez em quando tem blitz, a gente tem que ter as autorizações para mostrar que não é local de pirataria. o senhor completa a piada: eu não vou dizer nada. por mim, vocês podem piratear à vontade, vou até gostar. estou disperso, com medo de algo dar errado. ouço intermitentemente eles comentarem algo sobre isrc. quando o senhor finalmente se vai, minha primeira reação é dizer: “olha, paula, é um cd de poesia, não tem isrc”. paula ri. diz que não tem problema. ela me explica a diferença entre copiar e prensar. me mostra as caixinhas transparentes de cds duplos. diz que é possível entregar no prazo. se eu quiser uma prova para ouvir e liberar as cópias no dia tal, senão ainda antes. eu quero a prova. combinamos tudo. pago. está tudo certo.
comovidíssimo, pergunto: “paula, posso te pedir um abraço?”.
ela me abraça. ri da minha expressão. faz algum comentário do tipo “dizem que é que nem ter um filho, né?”. não tenho como saber. respondo: “é”. corta para

de noite, na mesma lapa, alguns quarteirões acima, reencontro marcio e gallego. 
me sinto leve.

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FICHA TÉCNICA GERAL
REVISTA-DISCO BLISS NÃO TEM BIS
UMA PRODUÇÃO BLISS NÃO TEM BIS
APOIO: COART/CTE/DECULT/SR-3/UERJ
Concepção Geral & Direção Artística: Lucas Matos.
Produção Editorial: Clarissa Freitas, Lucas Matos, Marcio Junqueira & Thiago Gallego.
Colaboração: Marília Garcia.
Assistentes de Produção: Gabrielle Miguez, Marcele Benigno, Nádia Mello.
Colaboradores: André Anastácio, Angélica Freitas, Aníbal Cristobo, Antonio Cicero, Carlos Lima, Clarissa Freitas, Changuito, Daniel Massa, Diahum (DimitriBr + Alexandre Hofty), Domenico Lancellotti, Eo, Fabiana Faleiros, Giselle Maria, Ilana Linhales, Ítalo Moriconi, Laura Wrona, Leonardo Gandolfi, Leslie Kaplan, Luca Argel, Lucas Matos, Marcio Junqueira, Marcele Benigno, Marília Garcia, Misantropicalistas (DimitriBr + Victor Heringer), Nariá Assis, Ricardo Aleixo, Rodrigo Arruda, Timo Berger, Thiago Gallego, Vitor Zanon.
Desenhos: Marcio Junqueria
Masterizada por Perazzo nos Estúdios Hanoi entre os dias 1 e 5 de novembro de 2013.

Agradecimentos: A todos os colabores, a Nádia Mello & Maíra Matos, a Valeska de Aguirre, a Cristina Figueiredo, a Eulália Fernandes, a Ilana Linhales, a Marcele Benigno, a Ana Bia Fernandes, a Tatiana Gonçalves, a Glória Arieira, a Gabrielle Miguez e a toda a equipe do CTE.

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Bliss não tem bis, Poesia contemporânea, Revista-Disco