Fabiana Faleiros: a palavra não está aqui, ela está lá onde eu escrevo.
10 de setembro de 2013

Um pensamento que alcance o presente, ou antes, que se permita ser atravessado por ele, por sua multiplicidade de tempos. Esse parece ser o desafio a que Fabiana Faleiros se expõe. Como quem diz que quer ser devorado por essa multidão de discursos desconexos e caóticos que compõem as cidades, ou talvez como alguém que simplesmente queira devorá-los. Fabiana Faleiros, poeta, artista visual e performer, nascida em Pelotas em 1980, talvez fosse bem descrita como alguém que escreve/deixa cantar – quase numa aceleração frenética que por vezes provoca humor, por vezes desperta para uma observação de questões não contempladas – isso que acontece entre “eu” e o mundo. Ou ainda, alguém que pergunta: o que acontece quando busco ter a palavra aqui? Quando ela se coloca lá onde escrevo? Por exemplo, na tela e depois num livro? Como faço um livro ao vivo? Como ponho uma palavra de frente para mim?
Assim que ela descobre que tudo que eu escrevo, tudo que escrevi num programa de processador de textos pode ser a minha autobiografia. Todos os diálogos, que atravessam o espaço por onde eu circulo, as redes sociais em que (me) leio/posto com frequência. E as falas que atravessam minhas atividades, meu pensamento: sobre arte, sobre política. Tudo num mesmo livro. Não está aí uma escrita de mim? Não são essas coisas que acabam por fim me escrevendo? Lá onde eu escrevo ou aqui onde (não) estou? Toda autobiografia não terminar por ser um modo de me/se colocar o “eu” em suspenso?
Movimento semelhante pode ser notado no seu trabalho com música, intervenções e performances. O artista funciona como um vórtice em que diferentes recortes (políticos, estéticos, mosaicos sociais) se recolhem. Como se o canto não fosse senão a voz das ruas reunida, remixada, atravessada, entrecortada. Todas as músicas mais todos os sons das cidades. A palavra não está aqui, está lá onde eu escuto.
         Para nós, é uma alegria podermos publicar aqui trechos de sua segunda autobiografia, o trabalho “Diálogo interno” (espécie de obra em progresso continuamente, e com planos de intervenções que só se resolvem no momento da performance da sua escrita), além de poemas inéditos e uma pequena coletânea de fotos de suas obras mais recentes, e as canções que ela fez a partir dos poemas da poeta e amiga, a também pelotense Angélica Freitas – ainda encerramos com um retrato da personagem Lady Incentivo, criada por Fabiana para intervenções radiofônicas e performances variadas, feito pelo artista conterrâneo de ambas, Odyr.

*

Autobiografia I: Tudo que eu escrevi (2010-2013).


*

Autobiografia II: Diálogo Interno (2013).
Sobre a Obra: “Diálogo Interno” é um livro a ser lançado ao vivo no word. Faz parte de uma pesquisa que venho desenvolvendo sobre a escrita de si no presente. Como escrever o momento em que vivemos? Como habitar o presente? É o segundo volume da Coleção “Autobiografia”, sendo o primeiro “Tudo que eu escrevi” durante um mês. A proposta do “Diálogo Interno” é escrever um livro ao vivo, a ser projetado em uma parede ou no chão. O texto que o compõe já está escrito e é formado pela edição de textos de sites colaborativos como Wikipédia, yahoo respostas, facebook, etc. (A parte da bibliografia é meu histórico de pesquisa do Google da época). Também serão criados textos ao vivo de forma improvisada, a compor com a estrutura textual já preparada. No lançamento pretendo diagramar tais textos de forma que eles se assemelhem a estruturas poéticas. Além de ser um comentário sobre como a escrita de si é feita hoje em público, através do facebook, a publicação também aponta para os ‘diálogos internos’ atuantes em mundos que não conversam entre si: a universidade, a polícia, as esquerdas, o governo…

         É uma autobiografia que não faço só com o texto que é meu, mas com o texto do outro, entendendo o Outro como o Próprio, e vice-versa.

*

Diálogo Interno (trechos – Obra em progresso).

Como escrever o presente? Um cigarro às vezes é melhor que tudo no presente. O difícil é encontrar como colocar as mãos na altura certa, mesmo estando de pé para escrever.
Diálogo Interno começa a ser escrito agora, aqui dentro do word. Se você digitar a palavra word no google o resultado da pesquisa de imagens será a logomarca do word. Quando penso no word penso em diálogo interno. O resto, ou quase tudo, publico na rede social. O pensamento está ali em forma de diálogo interno que se torna público no instante em que escrevo. Para escrever o diálogo interno em que pessoa devo escrever, eu penso. Utilizo várias pessoas. Não só a primeira. Procuro saber em que pessoa se pensa, mas não me é possível.
Estou sentada em uma cadeira, utilizando um teclado que faz referência a uma máquina de escrever. As palavras que escrevo aparecem num projetor, deixando-as maiores, fazendo as vezes da tela do computador, já que tenho o público. Não é para mim. O que temos: a tela (releitura da televisão) + teclado (máquina de escrever) + o word (as palavras) + o público (estou de costas para o público). Já estive sentada em uma cadeira. A diferença era que a tela era só minha. Na época adquiri uma LER: lesão por esforço repetitivo. Estava tratando imagens que não tinham sido feitas por mim no photoshop. Lesão corporal: o crime.
Quero me afastar deste livro sempre. Fumo um cigarro e volto para o livro. Afastamento e aproximação.
Este livro começa antes de junho de 2013. Quando começo a escrever um texto demoro muito. É a minha inscrição dentro da palavra e junção de palavras com palavras. É o pensamento tomando forma fora do meu corpo, que está sentado em uma cadeira em frente à tela projetada, debruçado no teclado. Os aparelhos estão conectados. Não tenho muitas opções, mas acho muito mais fácil escrever poemas do que escrever textos que tem como objetivo descrever uma situação.
Depois de junho de 2013 o diálogo interno cresceu com as manifestações. As manifestações foram iniciadas por mim no ano de 2011 na cidade de São Paulo, quando na ocasião do Carnaval, a montagem um trio-elétrico chamado Rivotrio. Quando a cracolândia foi invadida pela polícia que queria tirar os viciados em crack dali eu estava lá. Me vesti de polícia e o meu amigo de mendigo. Nos apresentávamos assim em festas que custavam 100 reais pra entrar morto. Do trio elétrico eu cantava as palavras de ordem: sexo, violência e religião. Sexo violência e alucinação. Várias pessoas viram, andamos a Augusta abaixo e pegamos carona no público de um bloco que estava à frente.
Só penso nesse livro. Acho mais fácil pensar em palavras repetidas e no sentido que surge a partir de sua repetição. Por que se a batida da música é sempre a mesma a letra tem que ir mudando? O que atrapalha a escrita é a necessidade de uma ordem, algo que começa num ponto e termina em outro. Mas a palavra não está aqui, ela está lá onde eu escrevo.
Agora que eu sou artista não preciso mais ir às manifestações. O que está sendo escrito é a concretização da poesia. Os memes têm uma grande familiaridade com a poesia concreta. Mas quem os escreve hoje não são necessariamente os poetas. Os poetas estão escrevendo livros. A coesia está na rua.
Enquanto os seus amigos estão todos sentados em frente ao computador esperando que você converse com eles no chat.
O diálogo interno não é só meu. Quem é meu inimigo? Para quem estou falando e quem são os meus amigos?
É ouvindo que se fala. E é escrevendo que se o quê?
(…)
passo muito tempo aqui
escrevendo na sua língua a língua
que é você
mesmo tendo eu escutado tudo
em outra
conforme você lê o livro
ele aparece
neste momento
era para tudo estar em frente
e não simplesmente
acessível
(…)
1. Doutorado Suicídio
Muitas pessoas vêm até a UERJ para cometer suicídio. A UERJ dá depressão e no momento 7.115 estão falando sobre isso. Há pesquisas que apontam a universidade como a terceira no ranking dos locais escolhidos para cometer o ato no Rio de Janeiro. O primeiro é a ponte Rio – Niterói e o segundo eu não recordo. Muitas pessoas acreditam que os suicidas escolhem as pontes por não serem janelas. Talvez por nem todos morarem em um andar alto de um prédio. Vão Livre. 
Muitas pessoas vêm até a UERJ para cometer suicídio. Eu não
eu vim para a UERJ
para fazer doutorado
e quem sabe até
arrumar um namorado
(aplausos)
(…)

Por que a mídia não mostra os frequentes suicídios na UERJ? Melhor resposta – Escolhida pelo autor da pergunta

Olá, O suicídio é um evento constrangedor. Nem a família gosta de comentar isso, prefere manter silêncio. É que o suicídio parece mostrar uma culpa aos ficaram, seja da família, seja da sociedade, que não amparou, não ouviu, não percebeu sua iminência. Na UERJ não deveria haver pessoas felizes, já que fazem parte de uma elite (universitária)? Pois é aí justamente que parece haver uma ligação: O suicídio é maior nos lugares onde há maior índice de felicidade à volta porque permite comparações. A dificuldade de uns parecem maiores quando comparadas com a fartura dos seus companheiros. Veja esta notícia: Uma pesquisa concluiu que várias nações –entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça– apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, ALTOS ÍNDICES DE SUICÍDIO(*)
Por que a mídia não mostra? Porque também não mostra o alto índice de suicídio entre os médicos e os policiais. Acho que nas minhas duas primeiras frases deveria incluir a mídia como ente da sociedade.

Um abraço. Até mais.

(…)
Já é a terceira vez que venho na UERJ e vejo a tela de proteção que foi colocada em alguns andares. Olho e penso que preciso fotografar para incluir no livro que estou escrevendo sobre suicídio. Talvez não tenha fotografado porque pense que a solução melhor seja colocar no térreo
próximo de onde caem os corpos
camas elásticas.
Não incluiria em meu livro a solução inimiga.
Eu quero morrer
eu também quero matar
não quero morrer
quero morrer
quero matar
vou matei
voumatei
2. Museu da Polícia Militar
Eduardo Viveiros De Castro ,14 de julho, domingo
Avenida Oswaldo Cruz, Botafogo-Flamengo, 15h30: passam várias picapes da Policia Federal, outras (mais) da Força Nacional, ocupantes de armas à mostra, e mais uma fila de carros pretos, luz vermelha em cima, escoltados por uma profusão de motociclistas da FN, outros da Prefeitura. Será o Cabral voltando do casório da máfia que rolou ontem? Ensaio para os desfiles do Papa? Ou só mais uma boçalidade das Forças da Ordem?
(…)
você precisa chamar a polícia para desocupar áreas onde eles querem construir um prédio, ou onde eles querem construir uma praça, ou onde eles querem construir uma cidade. Mas não é você que chama a polícia: eu vou chamar a polícia
um psicótico pode querer chamar a polícia no estado de delírio ou pode mesmo fazer uma queixa para a polícia, mas pode também ser perseguido pela polícia. Pode se dirigir a uma delegacia.
quando você vai internar alguém num hospital psiquiátrico você precisa chamar a polícia que acompanha o corpo de bombeiros para conduzir o paciente até o local
depois que eu cheguei no Rio de Janeiro a minha mãe e o meu pai precisaram chamar a polícia para internar a minha irmã num hospital psiquiátrico. Ela estava em crise.
(…)
3. Histórico de Pesquisa
A
anderson diretor de producao BH
altruísmo
A origem do Drama Barroco alemão
arquivo geral do rio de janeiro rosangela renno
antidepressivo efeitos colaterais
angélica freitas poemas de o útero
artista polonesa
aracy de almeida
Aby Warburg
argila branca é bom para
artista e o caralho autor
ataque do pcc
atelie dissidencias
Alfredo Jaar
apic artista patrocinado
andrea frase concinittas
arara de roupa no saara
a cocaina na colombia
a artista invasor materias
Arte contemporânea brasileira , Rio de Janeiro, Contra Capa, 2001
avianca
aniversário do Neymar
animista
azume
adriano costa
atrizes aborto
as cantoras de rádio
adília lopes
adicionar créditos
andre breton augustine
a voz do morto letra
augusto dos anjos consiste alegria tristeza
B
bolsa de criacao literaria
bombay banda argentina
bailaments histerique
boletim de ocorrencia
basbaum
bebe de 5 meses
blog estadao voodoohop secretaria de cultura
brega e chique
bebe criado pelos avos
bocas de ceniza
bebe 4 meses
buffet movel aparador
buffet neoliberalismo
barbados to bogota flights
bomba eletrica tira leite sao paulo
barracao maravilha
bienal de stambul
Barbara Kruger
bom dia tristeza
babador
bebe bipolar
bebe agitado de 2 meses
bocejo histerico
bienal do mercosul
britney spears criminal
biblioteca de teses usp
bolsa nos olhos
(…)
F
ferreira gular filho morreu esquisofrenicos
favela do esqueleto
factoide
filho bipolar genetica
fidel castro uerj
funarte criacao literaria
foucault matei minha mae
fuga pelo miojo
fuji
fabrica ocupada artistas rio
filho cildo meireles
FERNANDO ARIAS
festival encantado
(…)
H
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Heraldo Bichara
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P
pipa
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Pulsion[s], art & déraison – Expositions du 22 septembre 2012 au 6 janvier 2013
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Que meu novo nome é um estranho que me quer.
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quem tem filho grande é elefante
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R
rilke shake poemas
rio de janerio things to see
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rua da relação
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risoto de funghi
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ricardo basbaum eu você
ritornelo
revista piaui
roteiro de novela
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razão social
repetition
richard prize
S
suely rolnik sindorme do pânico
sangue estagnado
suicido uerj
salao de arte
sorry for not suferring
sexo videos caseiros
substituto
sindrome de down genetico
*
Atividades com pronomes
Não se deve
usar
pronomes
possessivos
diante de partes
do próprio corpo.
Amanhã irei cortar os cabelos.
(e não os meus cabelos)
Não se deve
usar pronomes possessivos
diante da palavra casa
quando for a residência
da pessoa que estiver falando.
Estou indo para casa
(e não para a minha casa)
O emprego dos possessivos de terceira pessoa
seu sua seus suas
pode dar duplo sentido à frase.
Para evitar isso coloca-se à frente do substantivo
dele dela deles delas.
Joaquim contou-me que Sandra
desaparecera com seus documentos
De quem eram os documentos?
Não há como saber
Quando um pronome possessivo faz referência a um substantivo que não foi sequer enunciado, ele acaba cumprindo o papel desse substantivo ausente dentro da frase, e é portanto um pronome possessivo substantivo ou também chamado pronome possessivo absoluto.

O MEU é melhor que o TEU.

*

Os pássaros têm o canto, o qual,
junto com as outras vozes
será destruído
eu não sei se vou aguentar
saber o que é assim
se os pássaros
cansam da paisagem
se
só mesmo deixando os olhos largos
é só assim que os pássaros voam
temos o objetivo de saber o que é assim
*
(linha 5)
chorei o peito e já foram detectados:
1. o choro do ventre
2. o choro das costas
3. o choro do pulso
4. o choro do peito
todos eles deságuam nos olhos
porque não choramos com os olhos
agora assim: a lágrima levanta este corpo
a mão (pulso) está
a
90 graus do teto
as costas
arredondadamente
se grudam no ventre
5. o choro do público
(linha 14)
eu não aguentaria o choro do pulso novamente
eu aguentaria um arrepio, ou
ouvir as canções
as orações musicadas,
as breves, mas muito breves estrofes e refrões
daquela canção
de um mar inteiro que se abre naquela canção
no rádio

*

Atitudes Passionais (2013) – Atualmente na Galeria Vitrine-Sete no Centro de São Paulo.

Disco de Ouro fictício baseado no livro Iconographie photographique de la Salpêtrière – especialmente a prancha de fotografias Attitudes passionelles, publicado no final do século XIX pelo médico francês Jean-Martin Charcot, considerado o “inventor” da histeria.





*

Batom Borrado.

*

Eu durmo comigo (Angélica Freitas + Fabiana Faleiros).


*

Uma canção popular séc. XIX-XX (Angélica Freitas + Fabiana Faleiros).


*


Lady Incentivo, por Odyr.

***


Fabiana Faleiros, Poesia contemporânea